A 26.ª edição do Curtas Vila do Conde arranca a 14 de julho, com a estreia nacional de “Diamantino”, longa-metragem de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, distinguida pela crítica no Festival de Cannes, anunciou a organização.

O festival de Vila do Conde decorre até 22 de julho, e escolheu para a abertura a primeira longa-metragem de ficção de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, vencedora do Grande Prémio da Semana da Crítica do Festival de Cinema de Cannes, no passado mês de maio, inserida na secção da “Da Curta à Longa”, que também vai contar com a presença do realizador francês Yann Gonzalez.

A longa-metragem de Abrantes e Schmidt conta a história de uma estrela do futebol mundial – Diamantino – que fracassa no final da carreira, e que se confronta com a opinião pública.

“Num retrato delirante, que cruza os géneros da comédia, do drama e da ficção científica, Diamantino acaba por se envolver em questões políticas, do combate ao neofascismo à crise de refugiados, culminando numa crise existencial sobre a origem do génio”, descreve a organização.

Gabriel Abrantes, um dos realizadores da longa-metragem, tem sido presença habitual no festival. Em 2017, recebeu em Vila do Conde o prémio de melhor realização da curta-metragem, por “Os Humores Artificiais”, e fez parte da exposição coletiva “Terra”, na Solar Galeria de Arte Cinemática, com “Corcunda”, um filme corealizado com Ben Rivers.

Na secção “Da Curta à Longa”, segundo o programa, vai ser também exibido “Un couteau dans le coeur”, um filme de Yann Gonzalez, que tem como pano de fundo a indústria pornográfica do final dos anos de 1970, em Paris.

O festival vai apresentar ainda uma sessão de meia-noite, composta por filmes “vanguardistas e algumas raridades”, apresentados por Yann Gonzalez, que inclui “Depressive Cop”, de Bertrand Mandico, “Tout ce dont ie me souviens”, de Christian Boltanski, “The Cat Lady”, de Tom Chomont, “Dellamorte Dellamorte Dellamore”, de David Matarasso, e “Jungle Islan”, de Jack Smith, algumas das escolhas do cineasta.

O 26.º Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema pretende unir a música e o cinema, e por isso vai também contar com atuações de alguns nomes já anunciados da música portuguesa, como, por exemplo, Black Bombaim, B. Fachada, Joana Gama e Luís Fernandes.

No primeiro dia, o trio Black Bombaim, com o percussionista e escultor sonoro João Pais Filipe, musicará ao vivo o filme experimental “Dragonflies with Birds and Snake”, do alemão Wolfgang Lehmann.

Joana Gama e Luís Fernandes, no dia 18, levam a Vila do Conde o álbum “At the still point of the turning world”, e, no dia 20, B Fachada mostrará música original para a projeção do filme mudo “The Cameraman” (1928), correalizado por Buster Keaton e Edward Sedgwick.

Os Linda Martini foram desafiados a compor para “La Coquille et le Clergyman”, filme curto, mudo e surrealista, dos anos 1920, assinado por Germaine Dulac, a exibir no dia 21.

A estes nomes da música portuguesa, a organização vai juntar a artista e ativista norte-americana Moor Mother, que atuará com Jonathan Uliel Saldanha, no dia 19 de julho, com a componente visual entregue aos realizadores André Tentugal e Vasco Mendes.

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