A vacinação no Serviço Nacional de Saúde (SNS) resultou na maior taxa de cobertura vacinal contra a gripe em pessoas com 65 ou mais anos, afirmou a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

A diretora-geral da Saúde fez ontem um balanço do módulo de inverno do plano de contingência, durante a apresentação do módulo de verão, indicando que foram administradas no Serviço Nacional de Saúde mais de 1,2 milhões de vacinas contra a gripe.

“Tivemos, de facto, o maior número de vacinas contra a gripe no SNS, mais de 1 milhão e 200 mil, mais 354 mil vacinas do que na época 2015/2016. Este número de vacinas resultou na maior cobertura vacinal de sempre contra a gripe em pessoas com 65 ou mais anos de idade”, afirmou a responsável.

De acordo com Graça Freitas o SNS “teve muitas vacinas” e a população aderiu à vacinação, explicando ainda que a atividade gripal foi “mais tardia do que na época anterior”, mas com uma maior duração, o que se refletiu nos números registados nas urgências.

“Nunca se tinham feito em Portugal tantas urgências como nesta última época gripal, mais de três milhões de episódios de urgência hospitalar. O número [de doentes] que a partir da urgência foi internado não foi muito diferente. Tivemos mais pessoas a procurar a urgência, mas isso não se repercutiu em gravidade destes casos”, disse.

A responsável fez o lançamento do módulo de verão, destacando a “estabilidade na mortalidade”, durante o módulo de inverno, com a época gripal a terminar “praticamente com o mesmo número de mortos” do que a anterior.

“Fizemos o que podíamos, adaptámos os nossos cuidados e a nossa oferta à procura e monitorizámos muito bem, entre todos, a situação. Nunca tivemos tão boa informação como no ano passado e é assim que entramos no verão. Estamos em módulo verão, temos três grandes eixos, o primeiro volta a ser a informação, depois as medidas de prevenção e controlo e a comunicação”, afirmou.

De acordo com Graça Freitas a aplicação dos planos de contingência é feita localmente, através do trabalho com vários parceiros, mantendo sempre o contacto com a população.

“O plano de contingência não é uma coisa de nível nacional, a não ser nas grandes ideias e grandes estratégias, é gerido localmente nos centros de saúde, nos hospitais, nas misericórdias, na segurança social, nos bombeiros, na Autoridade Nacional de Proteção Civil”, esclareceu.

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