Na corrida à liderança do CDS, Rui Barreto congratulou-se com o aparecimento de mais uma lista candidata à liderança do partido.

Refira-se que além de Rui Barreto concorre à liderança do CDS/PP Américo Silva Dias, que já foi deputado municipal.

“O CDS está numa fase decisiva da sua história e como tal, terá de decidir cuidadosamente aquilo que quer para o futuro, se quer ser um partido capaz de ser poder e de influenciar a governação, se quer ser um partido fechado sobre si próprio. Eu advogo o primeiro caminho, o de um partido aberto à comunidade, capaz de atrair quadros externos, com novas respostas para os novos problemas que a sociedade da Madeira enfrenta. Se há quem advogue outro caminho, muito bem, é hora dos militantes decidirem aquilo que querem fazer”, começou por dizer o candidato.

Rui Barreto defende um debate aberto, plural, focado não só no caminho a seguir internamente, mas também na apresentação de soluções e de propostas para a sociedade da Madeira.

“Já o disse e reafirmo. Quero um partido equidistante, que se assuma claramente como uma outra opção para concentrar os votos dos cidadãos. Aquilo que o CDS deve dizer é que tem propostas próprias, que tem um caminho próprio e que os madeirenses não terão, fatalmente, de votar no PS ou no PSD. Podem fazê-lo também, com confiança, no CDS. É isso que quero, quero preparar o meu partido para ter respostas cabais para os problemas atuais da sociedade da Madeira”.

Naquilo que são os principais problemas, Rui Barreto destaca “a necessidade de aprofundar a autonomia e de utilizar a autonomia que temos em defesa de um sistema fiscal próprio, que permita baixar impostos para os cidadãos e para as empresas; a necessidade de resolver a questão da mobilidade; a necessidade de priorizar a criação de emprego aquando da escolha dos investimentos públicos; a necessidade de resolver os problemas que o sistema de saúde da Madeira enfrenta; a necessidade da implementação de políticas reais de ordenamento do território; a necessidade de promover condições para a inovação no tecido empresarial da Madeira; a necessidade de definir claramente uma política cultural que promova aquilo que se faz na Região e que ajude na criação de parcerias externas, levando a cultura da Madeira para fora. Que contribua para a preservação e qualificação do património material e imaterial.” São estas as necessidades às quais o CDS tem de estar preparado para responder. “É isso que quero fazer, ou seja, preparar o partido para dar respostas”.

Rui Barreto refere ainda que espera que o debate seja “elevado, porque o partido assim o merece e porque a Madeira assim o merece”, sem ataques pessoais e sem situações passíveis de criarem fricções insanáveis.

“Pela minha parte, contarão com um combate leal e com a certeza de que, se ganhar, contarei com todos aqueles que, com boa vontade e espírito aberto queiram contribuir para o projecto de levar o CDS ao Governo em 2019”, conclui Rui Barreto.

Refira-se que as moções têm de ser entregues até ao dia 6 de Julho.

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